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O mundo vai mal. Este é o diagnóstico que Estados, de Hugo Pereira Guerra, nos oferece. Talvez nunca o mundo tenha ido bem e, no entanto, esta constatação não deixa de ser singular. A solidão, a predação, a ambição humana, a alienação e a maldade estados que d...

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O mundo vai mal. Este é o diagnóstico que Estados, de Hugo Pereira Guerra, nos oferece. Talvez nunca o mundo tenha ido bem e, no entanto, esta constatação não deixa de ser singular. A solidã...

Ideal para

Lectores que buscan Formas de expresión artística.

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O mundo vai mal. Este é o diagnóstico que Estados, de Hugo Pereira Guerra, nos oferece. Talvez nunca o mundo tenha ido bem e, no entanto, esta constatação não deixa de ser singular. A solidão, a predação, a ambição humana, a alienação e a maldade estados que dão nome a algumas das obras desta exposição atravessam a história da humanidade; mas cada momento em que somos confrontados com esses estados é também um momento de chance: a chance de os encarar, analisar, dissecar e, quem sabe, transformar.As 16 telas, 9 desenhos e 3 esculturas que Hugo Pereira Guerra aqui apresenta, bem como o texto e os poemas que as acompanham em livro, lançam luz sobre alguns dos piores estados de que a humanidade (ainda) padece. A combinação de cores vibrantes e de cores escuras parece transmitir a paradoxal experiªncia de uma sensibilidade vertiginosa coexistindo com o entorpecimento. Os rostos quase-humanos, muitas vezes grotescos ou disformes, tanto nas telas como nas esculturas, erguem o espelho ao rosto de uma humanidade autoiludida quanto à sua racionalidade e moralidade. Esta exposição propõe um espaço de confronto e de demora, onde somos convidados a refletir sobre o(s) estado(s) do mundo, sentindo o timbre da urgªncia de trilhar um novo caminho.