Segundo Miguel Torga Alguém tem que segurar a pena, até que a possa passar a um génio. Por analogia, quando se torna premente a necessidade de se tirar a água do porão de um navio, que mete...

O suicida e a caneta de tinta permanente
Segundo Miguel Torga Alguém tem que segurar a pena, até que a possa passar a um génio. Por analogia, quando se torna premente a necessidade de se tirar a água do porão de um navio, que mete água, antes que ele se afunde, não havendo bombas para a aspirar, come...
Lectores que buscan Ficción moderna y contemporánea.
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Segundo Miguel Torga Alguém tem que segurar a pena, até que a possa passar a um génio. Por analogia, quando se torna premente a necessidade de se tirar a água do porão de um navio, que mete água, antes que ele se afunde, não havendo bombas para a aspirar, começa-se a baldeação, enchendo-se baldes que se passam de mão-em-mão, até que a água seja devolvida ao mar. Todos os baldeantes são necessários. Basta que um deixe de passar o balde ao seguinte, o barco pode afundar-se. Eu faço parte dos baldeantes. Sou o que a tira do porão, mas tenho o balde pouco cheio, porque sou fracote. Embora a água seja pouca, passo-a ao seguinte. Se a cadeia não for interrompida, o barco talvez se salve... Os contos que aqui apresento, são como a pouca água que o meu balde conseguiu ir tirando... Mas o barco não se afundou! Logo que apareça um génio... passo-lhe o Balde.
A. S. Aguiar Carlos
Mário Brito Publicações Unipessoal, Lda | 5livros
9789897823428
Por confirmar
2021
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174
23.5 x 16 cm
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