() a poesia nunca é um quadro acabado. É uma espécie de tela pintada apenas com as primeiras pinceladas do poeta. Quadro que aguarda as múltiplas interpretações de quem o observa, de quem o...

Ressurreição
() a poesia nunca é um quadro acabado. É uma espécie de tela pintada apenas com as primeiras pinceladas do poeta. Quadro que aguarda as múltiplas interpretações de quem o observa, de quem o interpreta, de quem sobre ele constrói outras paisagens, outras linhas...
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() a poesia nunca é um quadro acabado. É uma espécie de tela pintada apenas com as primeiras pinceladas do poeta. Quadro que aguarda as múltiplas interpretações de quem o observa, de quem o interpreta, de quem sobre ele constrói outras paisagens, outras linhas do horizonte, outras utopias. Também é assim com esta coletânea de poemas de Lídia Alves. Traços de encanto e desencanto, linhas de sonho e fantasia, pinceladas cheias de efabulações, nostalgias e melancolia. À medida que folheamos o livro, encontramos várias faces de uma mesma mão, como se as diferentes personalidades da autora se metamorfoseassem em expressões, estilos e narrativas divergentes da alma mater.() Esse desassossego e inquietação, que se transpira a cada página, parece emergir sobretudo de uma sensação de incompletude, de uma angústia em torno de uma vida que se ambiciona sempre maior, lembrando a estética pop de António Variações, quando cantarolava que só estava bem onde não estava; ou a ansiedade de Florbela Espanca que, nas suas palavras, queria e exigia demais e tinha sede de infinito. in Prefácio Jorge Ricardo Pinto
Alves Lídia
Cordão de Leitura, Unipessoal, Lda
9789898574466
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2018
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48
21 x 14.8 cm
Biblioseller
7 a 10 días
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